PM registra redução dos casos na capital

A Polícia Militar de Roraima registrou uma redução de 55% nos casos enquadrados na Lei Maria da Penha em Boa vista, no primeiro semestre de 2016. É o que aponta o levantamento realizado pele Comando de Policiamento da Capital, no comparativo com o mesmo período de 2015.

 

Enquanto no primeiro semestre de 2015, foram registradas 3.051 ocorrências, em 2016 foram 1.384 atendimentos. Desse total, 223 registros ou 5%, foram de quebra de Medida Protetiva.

O trabalho humanizado de atendimento especializado às mulheres vítimas de violência, crianças e idosos é realizado em todas as unidades da corporação. Porém, desde 2013, a PM também passou a atender as vítimas por meio do serviço AME (Atendimento Múltiplo Especial), que atualmente é um pelotão da CIPCom (Companhia Independente de Policiamento Comunitário).

O Pelotão é composto por mais de 20 policiais que realizam atendimento de acolhimento humanizado às vítimas em situação de constrangimento. Conforme o comandante da CIPCom, major Miguel Arcanjo, o trabalho visa propiciar o resgate da dignidade dessas pessoas nas várias situações de violência as quais são expostas, além de trabalhar em um segundo momento a responsabilização do agressor.

O comandante Geral da Polícia Militar, coronel Dagoberto Gonçalves, explicou que entre as funções delegadas aos policiais militares, esta merece destaque pela relevância no atendimento à população e que em ocorrências dessa natureza, primeiramente os policiais tentam tranquilizar a vítima, para então, dar sequência aos demais procedimentos.

“Trabalhando com base na filosofia de policiamento comunitário, prestando atendimento diferenciado ao cidadão. Não apenas com a missão de servir e proteger, mas de passar confiança e respeito para quem precisa dos nossos serviços, buscando principalmente o resgate a dignidade das vítimas”, destacou Dagoberto.

“A Lei Maria da Penha tem uma abrangência maior, pois não tipifica apenas os crimes de violência contra a mulher. Existe uma série de artigos que levamos em consideração, como por exemplo, os casos de homossexuais que também têm direitos conforme a lei, visto que esta menciona que as relações pessoais independem de orientação sexual”, explicou o subcomandante de Policiamento da Capital, tenente coronel Paulo Macedo.

Ele ressalta ainda que as ações delituosas contra a mulher implícitas na lei englobam não apenas violência física e sexual, mas também, a violência psicológica, a violência patrimonial e o assédio moral.

Ainda esse mês será firmado um acordo de cooperação técnica com base no Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. O acordo será entre a Polícia Militar de Roraima e órgãos de defesa e apoio à mulher vítima de violência, entre eles a Setrabes (Secretaria Estadual de Trabalho e Bem Estar Social), Tribunal de Justiça e Delegacia de Defesa da Mulher, que tem como objetivo para ampliar e fortalecer a rede de atendimento prestado para as vítimas de violência.

“Por meio deste acordo, além de atendermos a ocorrência, as equipes passarão a realizar visitas comunitárias, para acompanhar os casos de vítimas que possuem medidas protetivas. O objetivo é realizar um trabalho mais abrangente” explicou o comandante da CIPCom, major Miguel Arcanjo.

 LUCAS BORGES E NEUZELIR MOREIRA